Quinta-feira, Novembro 12, 2009

A TV faz mal aos miúdos? BBC responde

A TV faz mal aos miúdos? A pergunta é velha, quase tão velha como a própria televisão. Tem sentido continuar a fazê-la? Sim, enquanto a TV tiver a centralidade que continua a ter no dia-a-dia dos mais pequenos (e dos mais graúdos também). Sim, faz sentido, na medida em que ajudar a reflectir sobre hábitos e rotinas, sobre os pontos de vista das crianças e dos pais, sobre os estilos de vida que construímos e nos constroem. Sim, quando é também a própria televisão a fazê-lo, como aconteceu recentemente com a BBC, através do seu velhinho programa semanal Panorama. E ao fazê-lo e ao partilhar o programa, leva-nos, a nós próprios, a poder reflectir também. Até para colocar a pergunta: como se pode viver sem televisão nem outros ecrãs? Aqui:



(Fonte e enquadramento: AQUI)

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Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Desafios da geração do telemóvel

O número da revista Telos correspondente aos 25 anos de vida desta publicação científica, há dias apresentado, inclui um curto texto do sociólogo catalão Manuel Castells, intitulado "La apropiación de las tecnologías. La cultura juvenil en la era digital". Nele aborda o problema do fosso geracional, mas também o do gap educacional.

Dois ou três fragmentos:
"La condición de ‘nativos digitales' de los jóvenes de hoy les confiere una posición dominante frente a sus mayores. Su uso cotidiano de de los medios digitales de información y comunicación les ha permitido desarrollar nuevas formas de relación y construir sus propios espacios de autonomía colectiva. Las instituciones educativas deben afrontar ya el reto de adecuarse a la realidad de sus públicos para frenar ese desfase cultural-tecnológico que ya es un hecho."

"Observamos hasta qué punto la posesión de un móvil conectado es el bien más preciado, porque esa autonomía comunicativa les permite construir su propio mundo. De la misma forma, los espacios y redes sociales en Internet, ya sean MySpace, Facebook, YouTube, Flickr o Twitter, fueron originalmente desarrollados sobre la base del entusiasmo de los jóvenes por dichas formas de encuentro virtual y de expresión instantánea, sin mediación organizativa o institucional. Así ha surgido el universo de lo que hoy se denomina confusamente como social media, el objeto de deseo de una industria de los medios de comunicación a la deriva porque no sabe cómo situarse en el océano de la autocomunicación de masas".

"Las consecuencias sobre el aprendizaje y la innovación son aún inciertas. Pero lo que sí sabemos es que el actual sistema educativo, empezando por la Universidad, está en desfase cultural-tecnológico total con sus actuales usuarios. De ahí la necesidad de adecuar instituciones y normas a la cultura y tecnología de nuestro tiempo, so pena de aceptar un peligroso cisma entre nuestro mundo y el mundo de nuestros hijos. Un mundo que será el suyo dentro de algunos años".

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Segunda-feira, Novembro 09, 2009

A Internet como “ambiente simbólico”


Clicar para ler ou aceder no original, Página 1 (2 Nov'09)

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"Rua Sésamo" faz 40 anos nos EUA e 20 em Portugal


Faz amanhã 40 anos que foi emitido o primeiro episódio daquele que viria a tornar-se num dos mais famosos programas para a infância do mundo - o Sesame Street. Eleva-se a 125 o número de países que adquiriram à Children's Television Workshop os direitos para produzir ou co-produzir séries inspiradas na versão norte-amerciana. E é assim que o programa se diz, conforme as latitutes do mundo, de modos diversos, tais como: Sesame Tree, Jalan Sesama, Vila Sésamo, Galli Galli Sim Sim, Plaza Sésamo, Ulitsa Sezam,Sesamstraat,Hikayat Simsim, 5 Rue Sesame, Sesamstrasse,Rechov Sumsum, Shara’a Simsim, Barrio Sesamo, Alam Simsim.
Curiosamente, acaba também de se completar vinte anos sobre o início da versão portuguesa, co-produzida pela RTP, sob a orientação pedagógica de Maria Emília Brederode Santos. Uma geração de portugueses hoje com cerca de 30 anos fez a sua descoberta do mundo muito apoiada e inspirada por Rua Sésamo. E muitos hoje lamentam que o programa tenha deixado a programação, por razões que podem ser relevantes, mas que não deixam de ser discutíveis, num serviço público, mesmo tendo em conta o esforço feito pela RTP em torno da produção de algo que se lhe aparenta nos objectivos, o Jardim da Celeste.
A ideia de Rua Sésamo foi a de procurar oferecer a crianças em idade pré-escolar um currículo orientado para a aprendizagem lúdica de aspectos relacionados com a literacia básica, o bem estar, o apoio emocional, a exploração do mundo envolvente. Foi, de certo modo, a aposta possível numa vertente da televisão que não estivesse amarrada à mera lógica mercantil e consumista.
Um programa destes mereceria que os media virassem, por um momento, as suas atenções não apenas para aquilo que foi e o impacto que teve entre nós o programa Rua Sésamo, mas para a oferta televisiva que hoje existe para os mais pequenos, em especial os da faixa dos 2-3 aos 5-6 anos. Fora a RTP2, o panorama não parece ser brilhante.

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Domingo, Novembro 08, 2009

Novo colaborador do Educomunicação

Este espaço passou a contar com a colaboração de Fábio Ribeiro, que é mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho e investigador do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da mesma Universidade.
Fábio Ribeiro, a quem damos as boas-vindas, estuda aspectos relacionados com a participação dos cidadãos nos media.

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Sábado, Novembro 07, 2009

Kids Voting USA ou uma forma de educação cívica


Kids Voting USA (KVUSA) é uma organização não governamental norte-americana sem fins lucrativos que se define pela intenção de "manter intacto o futuro da democracia", debatendo-se pelo despertar da consciência cívica e política nos jovens. A actividade do grupo estende-se por todos os 50 estados daquele país e estabelece uma rede nacional de colaboradores que promovem, em conjunto com as escolas, uma aprendizagem gradual sobre os princípios da democracia.

Desde o ensino primário até ao secundário, a KVUSA actua directamente nas salas de aula, sensibilizam o agregado familiar para estas questões e chegam mesmo a simular eleições, para desmistificar um pouco o acto e aproximá-los da realidade.

Com uma actividade que se iniciou em 1988, a organização espera que em 2016 o número de votantes entre os 18 e os 24 anos duplique, ao mesmo tempo que espera verificar um acréscimo significativo de jovens candidatos a cargos políticos.

Não sendo um exemplo de uma instituição que foca a sua atenção para a promoção de uma educação cívica para os media, uma vez que restringe o seu interesse apenas ao campo político, valerá a pena sublinhar este caso, sobretudo se especularmos sobre uma possível migração deste público participante da política para os media. Que efeitos terá uma maior consciência política? A intervenção nos media, por parte dos jovens, poderá beneficiar ou não de um aumento gradual no conhecimento do sistema democrático?

Para saber mais sobre a Kids Voting USA: aqui.

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Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Semana da Literacia Mediática no Canadá


Decorre desde segunda e até sexta-feira, no Canadá, pelo quarto ano consecutivo, a Semana da Literacia Mediática. Trata-se de uma iniciativa do Media Awareness Network, uma organização de fins não lucrativos, que se especializou na intervençãoe formação em literacia digital, e da Federação Canadiana de Professores, que representa cerca de 200 mil docentes em todo o país. A empresa detentora do YouTube é uma das principais patrocinadoras da Semana.
O Canadá é um dos países com uma experiência mais longa e uma investigação mais aprofundada no terreno da Literacia mediática. De resto, o 'acquis' que se foi construindo está perfeitamente presente no quadro conceptual e orientador da semana.
Trata-se de uma perspectiva bastante próxima da que tem prevalecido em várias partes da Europa e complementa bem orientações que se têm salientado nos Estados Unidos, por exemplo. É o caso das que se associam a Henry Jenkins ou ao New Media Consortium:
"o conjunto de capacidades e competências relacionadas com a literacia sonora, visual e digital. Tais habilidades e competências incluem a capacidade de compreender o poder das imagens e dos sons, de reconhecer e usar esse poder, de tomar conta e transformar os media digitais, de os distribuir e facilmente os adaptar a novas formas".

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Educação para os Media no programa do Governo

O Programa do XVIII Governo, que acaba de ser apresentado à Assembleia da República, inclui, ao que julgamos pela primeira vez em Portugal, a menção ao desenvolvimento da Educação para os Media.
É, porém, de notar que essa referência ocorre num ponto do capítulo dedicado ao "quadro dos incentivos à comunicação social" que passarão também, doravante, a ser concretizados "incentivando a participação dos meios de comunicação social na promoção de hábitos de leitura e no desenvolvimento da educação para os media".
Outra linha de incentivos passará pela "promoção de projectos que representem um efectivo acréscimo de valor social e cultural, incluindo o estímulo à criação de meios de comunicação social comunitários – não comerciais e com finalidade predominantemente social -, tendo em vista o aprofundamento do pluralismo e o reforço da integração de grupos minoritários ou com necessidades especiais".
Refira-se ainda que indirectamente a Educação para os Media surge também associada à televisão pública, já que essa é uma das atribuições que já se encontra plasmada no respectivo contrato de concessão e faz parte do programa do Governo este objectivo:
"Reforçar a legitimação social do serviço público, promovendo a adopção de práticas internas de estudo e reflexão que permitam o apuramento sistemático do cumprimento das exigências de qualidade e diversidade da programação e assegurar o pleno cumprimento das respectivas obrigações legais e contratuais".

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Terça-feira, Novembro 03, 2009

Dar voz às crianças na rádio


Desde esta segunda-feira, a grelha de programas da Antena 1 conta com um novo programa, Portugal dos Pequeninos, onde são entrevistadas crianças dos 3 aos 12 anos.
"O objectivo é dar voz às crianças de Portugal (...) O que pensam sobre política, sobre ambiente, sobre a família. Com que olhos vêem a religião, a educação, o amor. "
Os programas "onde os miúdos são os protagonistas" ficam disponíveis no site da RTP e podem ser escutados na Antena 1 de 2ª a 6ª feira, às 17h56. A realização é de Sónia Morais Santos e a produção, de Joana Jorge.


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Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Crianças e (ecos nos) Media


Interessante reflexão sobre as crianças e a Educação para os Media de Sara Pereira, autora deste blogue, em entrevista à Revista Ginko, Saber Viver com os Media:

[A Educação para os Media] sem dúvida que tem papel fundamental na compreensão crítica que as crianças podem fazer das mensagens e dos objectivos da publicidade. No entanto, deve ser sobretudo um meio para prepará-las, mais do que propriamente para protegê-las. Proporciona instrumentos de leitura dos media que as tornam públicos/consumidores esclarecidos, mais exigentes e com capacidades de interrogar mensagens e conteúdos. Se as crianças tiverem oportunidade de desenvolver estas competências ficarão melhor preparadas para viver e conviver com os media em geral. Mais importante do que proibir, retirar ou restringir é educar. Esta é também uma forma de proteger.

Ainda sobre Sara Pereira, a propósito de uma intervenção no seminário «A Cultura da Infância numa Sociedade Democrática: Contributos e responsabilidades - a mais valia da comunicação/informação», o JN dá destaque a um estudo que está a ser realizado na Universidade do Minho, sobre a presença das crianças na imprensa: Crianças em risco fazem vender muitos jornais:
De quase seis mil textos jornalísticos sobre crianças, publicados em 2008 em quatro jornais portugueses, 65% referiam-se a menores em risco. Conclusão: as crianças são "âncoras emotivas" que vendem muitos jornais.

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Sábado, Outubro 31, 2009

Protecção das Crianças diante das Novas Tecnologias - Seminário de Investigadores

Realiza-se nos próximos dias 2 e 3 de Novembro, no Salão de Actos da Universidade CEU San Pablo, Madrid, um Seminário de Investigadores da União Europeia que visa pôr em comum as principais linhas de investigação sobre as audiências infantis de televisão e oferecer um Fórum para a reflexão sobre a protecção das crianças no novo ambiente mediático, assinalando o 20º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança.

O Seminário desenvolve-se no âmbito de um programa de actividades previstas no Proyecto Coordinado sobre Televisión e Infancia, PROCOTIN, subsidiado pela Comunidad de Madrid e no qual participam a Universidade San Pablo CEU, a UCM - Centro Universitário Villanueva, a Universidade Carlos III de Madrid, a Universidade Rey Juan Carlos e a UNED.

O programa pode ser consultado aqui: http://www.procotin.es/seminario/

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Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Mais conhecido = melhor = iliteracia

Os dados são divulgados na última edição da newsletter da Marktest: 26% dos portugueses tendem a concordar com a frase ‘Penso que as marcas conhecidas são melhores’.
De facto os resultados do estudo Target Group Index (TGI) da Marktest, relativos a Junho passado, indicam que 26% dos portugueses, ou seja, um em cada quatro, com idades entre os 15 e os 64 anos, residentes em Portugal Continental, tentem a concordar (Concordam totalmente/Concordam) com a afirmação 'Penso que as marcas conhecidas são melhores'. É verdade que é bastante superior (37%) a percentagem dos que tendem a discordar (Discordo/Discordo Totalmente) com aquela afirmação, mas isso não retira gravidade ao assunto, até porque, segundo a mesma fonte, a percentagem se tem mantido estável nos últimos anos.



Os indivíduos do sexo masculino e os segmentos mais idosos e mais jovens são aqueles que manifestam concordância mais elevada, enquanto que a variável região do país não regista variações significativas.

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